Pilhas e baterias estão tão presentes em nossas vidas que costumamos lembrar disto somente quando as mesmas nos faltam. No controle remoto da tv, na máquina fotográfica, no carro, no chaveiro do carro, no marcapasso, no relógio de pulso, no celular, no laptop e no pc comum. As aplicações das pilhas são infinitas, porém, estas pequenas notáveis podem se tornar grandes vilãs.
Elementos como o mercúrio, o chumbo e o cádmo, metais pesados presentes na composição de pilhas e baterias, podem levar de 100 a 500 anos para se degradarem na natureza. Por não serem biodegradáveis, entram nas cadeias alimentares e acumulam-se nos organismos dos seres vivos em quantidades superiores às necessárias, contaminando-os.
Na América Latina pouco se faz com relação ao recolhimento e reciclagem de pilhas e baterias. Fabricantes de aparelhos eletrônicos, operadores de telefonia celular e empresas estão agora criando postos de recolhimento de pilhas, baterias e até mesmo aparelhos celulares.
Em muitos países, como o Brasil, a legislação atribui aos fabricantes a responsabilidade sobre o material tóxico que produzem. Assim, o recolhimento e encaminhamento adequado de pilhas e baterias não descartáveis em lixo comum, são de responsabilidade da empresa fabricante ou da distribuidora do produto no próprio país, caso o mesmo seja importado.
O consumo consciente também significa muito para o meio-ambiente. As pilhas e baterias falsificadas, ou seja, fabricadas ilicitamente, que não obedecem às especificações legais, podem ser altamente tóxicas, explosivas e de difícil procedimento para reciclagem.
Embora já existam no mercado pilhas e baterias fabricadas com elementos não tóxicos, que podem ser descartadas, sem problemas, juntamente com o lixo domiciliar, as pilhas e baterias comuns indevidamente dispostas, ou seja, não recicladas, representam um risco desnecessário ao meio ambiente e à população.
As fotos que ilustram
esta página foram tiradas do livro Bacia do Rio Jundiaí,
uma publicação da 3S Projetos em conjunto com a Editora
Komedi, num projeto cultural patrocinada pela Maccaferri entre outras
empresas.
Esse projeto tem como objetivo a criação e confecção de livros sobre a Bacia do Rio Jundiaí e suas particularidades para posterior doação dos mesmos a instituições de ensino e escolas públicas visando a educação, o aprendizado e a conscientização ambiental. O projeto utiliza a Lei Rouanet como instrumento catalisador de fundos.
Agradecemos em particular os fotógrafos Marcos Paulo de Moraes
e Sérgio Assis, autores das fotos utilizadas.